Dia Internacional da Mulher

Hoje é um dia de solidariedade internacional das lutas das mulheres!

31 anos do PT e o presente é para os banqueiros

O desnível das politicas do governo em garantir a soberania do capital em detrimento dos direitos dos trabalhadores é claro. Para aqueles que achavam que Dilma representaria um avanço para políticas sociais precisam decidir o discurso ou o barco, os dois já não da mais.

Legião Urbana Vive Sempre

O sucesso da Legião representa uma combinação de diversos fenômenos: a explosão juvenil, artística, social e política do começo dos anos 80; um novo romantismo, repleto de referências literárias, que se popularizou entre essa juventude; e por fim, uma descrição subjetiva da complexidade dos novos cenários gerados pela “aceleração dos tempos” resultante das inovações tecnológicas.

Um breve histórico do Movimento Construção Coletiva

A muito participamos da construção do movimento estudantil na UFSM. Estivemos presentes nas lutas contra a venda do Prédio de Apoio, pela construção de novos restaurantes universitários, pelo fim das fundações ditas de ‘apoio’, que roubaram mais de 44 milhões dos cofres públicos no escândalo DETRAN-FATEC-FUNDAE.Defendendo uma educação pública, gratuita e de qualidade, participamos também das eleições ao diretório central dos estudantes para dizer a que viemos!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Mais que caridade, irmandade


A Região Sul, em especial o Rio Grande do Sul tem como característica um frio mais acentuado do que o resto do Brasil.
Posto isso, tomo a liberdade de relatar algo que aconteceu hoje. Após uma arrumada geral nos armários percebi o quanto nós somos estimulados ao consumo e desperdício. A roupa da moda, o fetiche de mercadoria (aquele tão sonhado produto, que você não sabe nem por que), faz com que compremos (muito) mais do que precisamos. Mesmo procurando manter o controle, La vem o capitalismo, com aquele sapato lindo, e aquela roupa que cai tão bem no corpo. Quem nunca foi seduzido por isso? Tirei então algumas roupas que não usava há muito tempo. Algumas crianças passaram para recolher o lixo reciclável da minha casa, e mesmo com o frio, estavam muito mal vestidas. Então decidimos doar aquelas roupas; Vimos, elas dobrarem peça por peça dizendo “obrigado tia”.
Sei que parece clichê. Mas mais clichê ainda, é comprar compulsivamente e não se comover com a criança com frio, com o morador de rua. Peço que vejam o ser ao lado, como uma pessoa, como um “PRÓXIMO”. E que não fique apenas na caridade, mas na luta, na construção de um luta, para vencermos essa situação de pobreza. Para que não precisemos mais amortecer nossas consciências “ajudando” o próximo, e sem termos de pedir mais “ajuda” pra ninguém. Porque todos podemos ser companheiros, com nossos direitos humanos plenamente garantidos.
Sejamos realmente Próximos um do outro!
Sosa, Mercedes
♪

“ Levanta su voz en las tribunas
por el que sufre,´por el que no hay
ninguna razón que lo condene a andar sin manta”
( Levanta sua voz nas tribunas pelo que sofre pq não há nenhuma razão que o condene a andar sem manta)

sábado, 14 de maio de 2011

Mobilização a favor dos direitos indígenas


Dia 13 de maio de 2011, no auditório da UFSM, campus centro, de Santa Maria tivemos a primeira audiência pública indígena. Foi emocionante ver, como essa população, invisível aos olhos de muita gente se organiza e sabe seus direitos. Ainda escuto o líder Guarani pronunciar em alto e bom som após a listagem de suas reivindicações:
“Não estamos aqui para pedirmos esmolas, ou favores de ninguém. Estamos aqui, porque temos direitos, e estamos pedindo os nossos direitos. Não seremos mais enganados”.
As autoridades presentes, incluindo um representante do Ministério Público, se comprometeram que dentro de três meses propiciarão caixa d’água, luz, casas e educação para os indígenas acampados próximos a rodoviária da cidade, em condições totalmente insalubres. Agora cabe a nós, fiscalizarmos e cobrarmos que esse acordo seja realmente cumprido.
Também ficam de exemplo, como populações, mesmo tidas como invisíveis para sociedade podem levantar-se de sua condição de oprimido, e em alta voz reivindicar seus direitos.

Thaesa Bacellar.

A impotência é uma escolha também ♫

Vulnerabilidade. O que lhe vem a cabeça ao ouvir essa palavra? As Ciências Humanas a usam para descrever aquelas pessoas que vivem em condição em que facilmente tenham seus direitos negligenciados. E nem adianta passar e fingir que não vê o indio descalço, ou baixar o vidro do carro para não ser obrigado a olhar nos olhos de uma criança com fome. Confortavéis em nossas poltronas de computador, pergunto, o que estamos fazendo no que diz respeito a essa população? Pode até ser, que fechar os olhos amorteça a sua consciência, mas, o problema, mais cedo ou mais tarde vai bater a sua porta. Seja por meio da drogadição, da criminalidade, da violência. E ai nossas cadeias se abarrotam de pessoas de pouca condição financeira, e nós, ditos cidadãos de bem, enchemos o peito para chama-los de vagabundos. Mas quem foi mesmo que não quis fazer nada?

Lembro, da música "Problema Social" do Seu Jorge. Vai abaixo:

Se eu pudesse, eu dava um toque em meu destino

Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão
Nem o bom menino que vendeu limão
E trabalhou na feira pra comprar seu pão
Não aprendi as maldades que essa vida tem
Mataria a minha fome sem ter que roubar ninguém
Juro que eu não conhecia a famosa funabem
Onde foi minha morada desde os tempos de neném
É ruim acordar de madrugada pra vender bala no trem
Se eu pudesse eu tocava em meu destino
Hoje eu seria alguém
Seria eu um intelectual
Mas como não tive chance de ter estudado em colégio legal
Muitos me chamam de pivete
Mas poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social

http://www.vagalume.com.br/ana-carolina-seu-jorge/problema-social.html#ixzz1MLmoU14k

Thaesa Bacellar

domingo, 17 de abril de 2011

A luta é coletiva, nenhum voto a chapa 2


Desde a criação do Movimento Construção Coletiva estabelecemos uma política acertada no sentido de construir um movimento estudantil que dialogue com os estudantes, que não recite fórmulas nem discursos prontos que apenas jogam ao vento a palavra ‘esquerda’, mas que ajude a avançar a consciência dos estudantes a partir de suas necessidades concretas.

Depois de um longo debate analisando a correlação de forças que estão postas no período eleitoral de renovação do DCE da UFSM, entendemos que é um período delicado para nós que lutamos juntos aos estudantes e trabalhadores, e que não é a partir de um discurso simplista que chegaremos a uma solução adequada para realidade.

Por isso consideramos que é necessário saber analisar a correlação de forças e abdicar atitudes por vezes espetaculares que resultaram em um enfraquecimento no movimento estudantil e no fortalecimento de um grupo politico conservador como o da chapa 2.

A chapa 2, Inova não representa nenhuma ‘inovação’ benéfica para os estudantes, aos desavisados eles foram a gestão ‘Novo Rumo’ de 2007/2008 que além de promover um imobilismo no movimento estudantil por considerar as lutas construídas pelos estudantes ‘badernas’, além de não prestarem contas financeiras de sua gestão até hoje.
Entendemos que o retorno desse grupo ao Diretório Central dos Estudantes significa um retrocesso nas lutas estudantis.

Não seremos hipócritas em dizer que não possuímos nenhuma divergência com a atual gestão Avante! afinal compomos um dos grupos de oposição de esquerda dentro da UFSM, sabemos que divergimos em vários pontos a nível nacional e que isso não pode ser deixado de lado, mas devido ao quadro que se apresenta e por considerar necessária a unificação da esquerda contra o grupo conservador da chapa 2 nessas eleições decidimos apoiar a chapa da situação, Em Frente.

Esperamos que as propostas defendidas por essa chapa sejam realizadas de maneira coletiva e que exista uma gestão de fato democrática e não com um funcionamento burocrático em que não exista um dialogo com a base estudantil, estaremos cobrando seja qual for a chapa vitoriosa.

Queremos esclarecer que achamos extremamente pertinentes as questões levantas pela terceira chapa Amanha Vai Ser Outro Dia, chapa cuja qual temos uma convergência estratégica, mas que pelos motivos pontuados acima relacionados a correlação de forças decidimos não compor.

Chamamos todos os grupos combativos e ao conjunto de estudantes da UFSM unidade nesse período!
O DCE também é nosso! Vamos EM FRENTE!

terça-feira, 29 de março de 2011



MCC EXIBI FILME TROPA DE ELITE 2 PARA ACADÊMICOS DE SERVIÇO SOCIAL DA UNIFRA

Nesta segunda feira, 28 de março, o Movimento Construção Coletiva – MCC uniu-se aos alunos do curso de Serviço Social do Centro Universitário Franciscano -UNIFRA para realizar uma sessão de cinema. O filme escolhido foi Tropa de Elite 2 que possibilitou uma série de questões a serem levantadas e debatidas em torto do seu tema: Corrupção e Direitos Humanos

A exibição, que durou cerca de 116 minutos proporcionou reflexões em torno das seguintes problemáticas:

-Qual o real papel do Estado na sociedade?

-Quem se encontra por trás dos sistemas corrompidos do nosso país?

-Qual o papel do Estudante frente às realidades apresentadas?

-O que são as milícias, e quem as comanda?

Além dessas questões, foi apresentada aos alunos a História do Deputado Estadual Marcelo Freixo (PSOL), cuja luta pelos Direitos Humanos inspirou a criação do personagem Fraga. Ao final da exibição a Professora Mestre Juciani S. Correa, que ministra às disciplinas de Serviço Social e Ciência Política, fez várias considerações importantes, compilando o filme à realidade atual e aos assuntos discutidos em sala de aula.

Para quem ainda não assistiu Tropa de Elite 2,segue abaixo a ficha técnica do filme, vale à pena conferir e debater!

Sinopse:

Nascimento consegue cumprir com êxito a tarefa de combater o tráfico de drogas no Rio de Janeiro e faz o BOPE se tornar uma instituição grande e reconhecida, porém, demora a perceber que seus verdadeiros inimigos são outros. O perigo agora está representado por policiais e políticos corruptos, que submetem a segurança pública a interesses particulares. Começa então uma guerra pessoal contra o sistema.

Ficha técnica:

Título original: (Tropa de Elite 2)

Lançamento: 2010 (Brasil)

Direção: Jose Padilha

Duração: 116 min

Gênero: Ação


Fonte: http://www.guiadasemana.com.br/brasilia/cinema/Filme/Tropa_de_Elite_2_O_Inimigo_Agora_e_Outro.aspx?id=3328

Texto: Luciele Oliveira, Acadêmica do curso de Jornalismo UFSM e integrante do MCC.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher

*por Coletivo de Mulheres do MCC

Hoje é comemorado o dia internacional das mulheres, infelizmente este dia é marcado por comemorações que não contribuem para sua representação.
Se hoje nas ruas estão distribuindo rosas para nós, em 1857 em Nova York centenas de mulheres eram queimadas vivas por realizar uma greve em defesa de melhores salários e condições de trabalho. Essa é a história que não nos é contada, o 8 de março representa uma homenagem a luta das mulheres, que estavam a frente no estouro da revolução de 1917 na Russia, que agora estevam presentes na revolução egípcia, mulheres como nós que não desejam rosas e sim direitos e um mundo em que não exista submissão de sexo nem de classe.
Isso nos diferencia dos que tornam um dia internacional de luta, em uma festa para aquecer o mercado e reafirmar o papel submisso da mulher. Hoje é um dia de solidariedade internacional das lutas das mulheres!


As origens da opressão


A submissão da mulher é naturalizada como algo eterno e imutável, porém sabemos que nem sempre foi assim. Antes da consolidação da propriedade, existiam organizações sociais primitivas matriarcais, que não eram igualitárias, mas provam que o patriarcado não é algo natural. Nelas as mulheres como únicas genitoras certas de seus filhos, possuíam um papel central.

Com o surgimento da propriedade privada o matriarcado representava um perigo para sua perpetuação já que os filhos pertenciam a mulher “Com a morte do proprietário de rebanhos estes teriam de passar primeiramente para seus irmãos e irmãs e aos filhos destes últimos, ou aos descendentes das irmãs de sua mãe. Quanto aos seus próprios filhos, eram deserdados”. Continuou Engels: “À medida, portanto, que as riquezas aumentavam estas davam ao homem, por um lado, uma situação mais importante na família que a da mulher, e, por outro lado, faziam nascer nele a idéia de utilização dessa situação a fim de que revertesse em benefício dos filhos a ordem de sucessão tradicional. Mas isso não podia ser feito enquanto permanecia em vigor a filiação segundo o direito materno. Este deveria, assim, ser abolido e foi o que se verificou”. Assim “foi estabelecida a filiação masculina e o direito hereditário paterno” (MARX, ENGELS, LENIN, 1980:15).

Isso prova que o papel subalterno que a mulher possui hoje não é algo determinado pela Natureza ou por Deus, e sim por uma evolução da família na história. A origem da propriedade privada e sua necessária perpetuação são as derrotas da mulher sendo sujeitada a monogamia e todas as outras práticas que complementam a submissão de sexos como a prostituição, o adultério, o uso da mulher como objeto de prazer do homem e sua única função de reproduzir.


As mulheres hoje


A introdução que decidimos fazer se torna importante por concluirmos que se a opressão de nós mulheres esta ligada ao surgimento da propriedade privada só iremos conseguir conquistar a igualdade completa entre os sexos com a abolição dela e da exploração do homem sobre o homem.
Portanto consideramos que a luta pela emancipação das mulheres caminha junto com a luta anticapitalista. Afinal o mesmo modo de produção que nos aprisionou em casa, como escravas do lar e dependentes economicamente de nossos maridos, em seu auge industrial nos arrancou de nossas casas exigindo que tivéssemos preparação para o mundo do trabalho, onde fomos submetidas a condições de trabalhos terríveis e um salário de fome, determinando nossas vidas a partir das vontades do mercado.

Ser jogada no mercado de trabalho fez com as mulheres fossem duplamente exploradas, dentro de casa, com os afazeres domésticos e nas fábricas, com um trabalho desumano. Mesmo assim sair da prisão do lar foi um avanço na consciência da mulher, afinal agora estava na luta pela vida, pela sobrevivência.
Com o tempo as mulheres aparentemente estão conquistando sua igualdade, reconhecemos que muito se avançou, porém as mulheres ainda ganham salários mais baixos que os homens, representam a maioria na população pobre, são vitimas de violência doméstica e no trabalho, sofrem com uma saúde pública precária, e não possuem o direito de um aborto seguro, sendo jogadas as vias ilegais que resultam em um alto índice de mortes maternas.

No Brasil presenciamos em 2010 durante as eleições dos presidenciáveis um debate conservador valorizando o papel de mãe da mulher e temas como aborto foram deixados de lado. Como resultado das eleições possuímos um marco para o movimento feminista, a vitória de uma mulher a presidência é importante para nós, mas não quer dizer avanços nas políticas de gênero e nas politicas anticapitalistas. O governo Dilma vem com a proposta de continuar as politicas feitas por Lula, nos últimos 8 anos, politicas essas que avançaram muito pouco para os trabalhadores, preferindo sempre não tirar dos ricos.
Por considerar a importância de lutar por politicas para mulheres como creches, lavanderias coletivas, restaurantes populares, abrigos, etc, mas sem perder de vista a luta por políticas que tenham como prioridade os trabalhadores e não os lucros dos banqueiros, latifundiários e imperialistas. Vemos que Lula não fez nenhuma politica que mexesse com os poderosos, por exemplo, não fazendo reforma agraria e urbana, não aplicando imposto sobre grandes fortunas, pagando a divida externa. Porém o discurso é que melhorou e muito, mas não é bem assim, para as mulheres se avançou, com a aprovação da Lei Maria da Penha que representa um importante passo para as politicas publicas contra a violência a mulher, porém no mesmo ano em que é aprovada, foi feito um corte de 30% das verbas destinadas a esse setor, sem contar na policia que teoricamente deveria dar toda a assistência a mulher agredida, que é mal treinada, mal paga e conseqüentemente corrupta. Isso é negativo para nós porque nossa vida e segurança esta em jogo.
E na continuação de Dilma vemos que a proposta é a mesma, veja o corte de 50 bilhões no orçamento que ira recair nos ombros das politicas sociais, ou o aumento risível do salário mínimo para 545 reais, que não permite uma vida digna para ninguém, muito menos a autonomia das mulheres de baixa renda que procuram independência econômica para sustentar seus filhos, por serem mães solteiras ou possuírem um marido violento, ao qual dependem financeiramente.

É preciso menos demagogia e mais politicas públicas! É por isso que convidamos a todas as mulheres a exigir de Dilma avanços significativos para nós! Que os banqueiros ganhem menos e que nossos direitos sejam cumpridos!

Para isso queremos que sejam cumpridas pautas como:
- A retirada do acordo com o Vaticano (PDC 1736/09;)
- A defesa da Legalização do aborto, como saúde pública, evitando as morte de mulheres pobres, além da autonomia – direito ao próprio corpo;
- O combate ao sexismo, ao racismo, à homofobia e à xenofobia;
- Acesso aos métodos contraceptivos e à gravidez assistida;
- Aborto legal garantido em hospitais públicos;
- Ampliação e melhor preparo das delegacias de defesa da mulher;
- Criação emergencial de Casas de Abrigo;
- Creches públicas para atender toda a demanda necessária;
- Educação Pública, gratuita, laica e não sexista;
--Restaurantes e lavanderias públicas;
- Salário igual para trabalho igual;
- Redução da jornada de trabalho sem redução dos salários;

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